Compostagem nas Unidades Escolares
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Daiane Luchetta Ronchi
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Educação e Formação Empreendedora: coordena a implementação, gerencia os materiais para a construção e manutenção das composteiras, realiza capacitações, acompanha o desempenho das composteiras, incentiva práticas investigativas. Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente: pagamento dos insumos SAMAE: distribuição dos sacos de cepilho.
- Equipe responsável
-
Daiane Luchetta RonchiProfessora de CiênciasSecretaria de Educação e Formação EmpreendedoraDavid HerzogEngenheiro AgrônomoSecretaria de Planejamento e Meio AmbienteJaime Eduardo JensenEngenheiro AgrônomoSecretaria de Planejamento e Meio AmbienteMayra Trierveiler RegoEngenheira SanitaristaCoordenadora do GIEA - PomerwassenDjonata BorchardtEducador AmbientalSAMAE
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A iniciativa solucionou o problema do descarte dos resíduos orgânicos das unidades escolares, que anteriormente eram enviados diretamente aos aterros sanitários, gerando desperdício de materiais reaproveitáveis e impactos ambientais. O projeto passou a promover a gestão sustentável desses resíduos, reduzindo significativamente o volume destinado ao aterro e fortalecendo a educação ambiental por meio da compostagem e da utilização do adubo nas hortas e jardins escolares.
Estrutura necessária para implementação
A implementação da iniciativa exigiu uma estrutura simples e adaptável às escolas, incluindo espaço para composteiras, ferramentas de manejo, termômetros para monitoramento, materiais ricos em carbono, equipe técnica para acompanhamento e hortas escolares para utilização do composto produzido. A proposta possibilitou uma solução sustentável, de baixo custo e adequada à realidade de cada unidade escolar.
Objetivos da boa prática
Capacitar profissionais das escolas sobre gestão de resíduos e compostagem; implantar composteiras para transformar resíduos orgânicos em adubo; estimular a participação dos estudantes em práticas sustentáveis; apresentar modelos de composteiras para incentivar sua adoção também nas residências; e promover a reflexão sobre responsabilidade ambiental, fortalecendo o protagonismo e a transformação socioambiental.
Estratégia de implementação
A estratégia envolveu secretarias municipais e o protagonismo das escolas. Houve formações e sensibilização de profissionais, diagnóstico da geração de resíduos e definição do modelo de composteira. A implantação foi gradual, com monitoramento e visitas técnicas para ajustes e engajamento. Paralelamente, estudantes participaram de atividades práticas e investigativas, integrando educação ambiental, sustentabilidade e iniciação científica.
Atividades implementadas
Formações continuadas com zeladores, auxiliares, merendeiras, professores e gestores sobre resíduos, compostagem e hortas; implantação e acompanhamento de composteiras termofílicas e vermicompostagem; monitoramento técnico bimestral com aferição de temperatura, umidade e qualidade do composto; ações de educação ambiental com estudantes; uso de húmus e biofertilizante nas hortas; pesquisas de iniciação científica; produção de materiais educativos e divulgação em eventos e redes sociais.
Início de execução
01/06/2021
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A iniciativa foi intersetorial, envolvendo Secretaria de Educação e Formação Empreendedora, SAMAE, Planejamento e Meio Ambiente e GIEA. Participaram professores, engenheiros, educador ambiental, gestores, zeladores, auxiliares, merendeiras e estudantes. Os custos foram baixos, com aquisição de caixas d’água, cepilho, termômetros e baldes. Estruturas foram feitas com materiais reaproveitados e mão de obra municipal, garantindo viabilidade econômica e fácil replicação.
Participação social
Ocorreu principalmente por meio do envolvimento dos zeladores e auxiliares de serviços gerais das unidades escolares, profissionais que desempenharam papel fundamental na implantação e manutenção das composteiras. Esses profissionais participaram das formações, do manejo diário dos resíduos orgânicos, do monitoramento das composteiras e da utilização do composto produzido nas hortas e jardins escolares. A iniciativa contribuiu para a valorização desses profissionais dentro das unidades escolares
Resultados
Inovação da prática
A prática inovou ao integrar gestão de resíduos orgânicos, educação ambiental e iniciação científica nas escolas, transformando resíduos em recurso pedagógico. Destacou-se pelo protagonismo de zeladores e auxiliares, que atuaram como agentes da sustentabilidade escolar. Houve monitoramento técnico contínuo, adaptação das composteiras à realidade de cada unidade e produção de conhecimento científico a partir das práticas desenvolvidas.
Número aproximado de pessoas impactadas
Cerca de 300 pessoas impactadas diretamente, e mais de 5 mil estudantes impactados indiretamente.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa proporcionou benefícios significativos para toda a comunidade escolar. Os estudantes passaram a compreender de forma prática os impactos da geração de resíduos e a importância da sustentabilidade, desenvolvendo maior consciência ambiental, responsabilidade coletiva e pensamento crítico. Os zeladores, auxiliares de serviços gerais e merendeiras foram valorizados e reconhecidos como protagonistas do processo, fortalecendo o sentimento de pertencimento e engajamento nas ações escolares. As escolas passaram a contar com espaços mais sustentáveis e produtivos utilizando o composto orgânico nas hortas e jardins. Além disso, a iniciativa fortaleceu a cultura da educação ambiental no município.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
• Capacitação contínua de profissionais: a primeira etapa consistiu na formação técnica de zeladores e auxiliares de serviços gerais, com foco em gestão de resíduos, compostagem e manejo de hortas escolares. Essa capacitação valorizou o papel desses profissionais como protagonistas da sustentabilidade nas escolas, ampliando seu conhecimento e engajamento nas ações do projeto; • Diagnóstico da geração de resíduos: em seguida, foi realizado um levantamento detalhado da quantidade e tipo de resíduos orgânicos gerados em cada unidade escolar. Esse diagnóstico permitiu compreender a realidade de cada escola e planejar ações específicas, respeitando as particularidades de cada contexto; • Definição e implantação dos modelos de composteira: com base nos dados coletados, foram definidos os modelos de composteira mais adequados para cada escola, considerando espaço físico, volume de resíduos e disponibilidade de pessoal. A escolha entre vermicompostagem e compostagem termofílica foi feita de forma técnica e participativa, garantindo eficiência e viabilidade operacional; • Implantação das composteiras nas escolas: foram implantadas composteiras em 21 unidades escolares da rede municipal, com estrutura adaptada às condições locais. A instalação foi acompanhada por ações de sensibilização junto à comunidade escolar, envolvendo estudantes, professores e funcionários no processo de separação e destinação correta dos resíduos; • Monitoramento contínuo das práticas: a Secretaria de Educação passou a realizar o monitoramento bimestral das composteiras, verificando temperatura, volume de resíduos e qualidade do composto gerado. Esse acompanhamento técnico garantiu a eficácia do processo e permitiu ajustes sempre que necessário; • Uso do húmus nas hortas e no plantio de árvores: o composto orgânico gerado passou a ser utilizado nas hortas escolares e em ações de arborização, promovendo o reaproveitamento dos resíduos e fortalecendo práticas de agricultura urbana. O uso do húmus contribuiu para a melhoria do solo e a valorização dos espaços verdes nas escolas; • Fomento à iniciação científica: a partir da implantação do projeto, consolidou-se um processo de iniciação científica nas escolas, com envolvimento direto de estudantes e educadores em práticas investigativas. Foram realizados estudos sobre temperatura das leiras de compostagem, decomposição, macrofauna edáfica e eficiência do húmus no cultivo de hortaliças. Os resultados foram apresentados em Feiras Científicas, estimulando o pensamento crítico, a observação, a coleta e análise de dados, e integrando os conteúdos curriculares à prática ambiental. A situação-problema foi resolvida por meio da articulação entre gestão ambiental, formação de profissionais, engajamento da comunidade escolar e incentivo à pesquisa. A redução significativa do volume de resíduos enviados ao aterro, a produção de insumos para hortas, o fortalecimento da educação ambiental e a consolidação da iniciação científica demonstram que a iniciativa não apenas solucionou o problema inicial, mas também gerou impactos positivos duradouros, replicáveis e alinhados às políticas públicas municipais.
Resultados principais
Em 21 escolas, cada uma deixou de enviar cerca de 2.000 kg de resíduos orgânicos por ano ao aterro, somando mais de 40 toneladas desviadas, reduzindo emissões de metano e gerando economia de R$ 14 mil anuais em taxas de destinação. A ação promoveu valorização dos resíduos como recurso, uso de húmus e biofertilizante nas hortas e jardins, além de prolongar a vida útil do aterro. Houve conscientização sobre separação correta dos resíduos e compostagem, produção de adubo orgânico e fortalecimento da cultura investigativa. Zeladores e auxiliares foram capacitados e atuaram como protagonistas na gestão das composteiras, orientando a comunidade escolar e colaborando com estudantes em medições e pesquisas. Essa integração entre prática ambiental, educação e iniciação científica consolidou soluções locais sustentáveis, replicáveis e economicamente viáveis, reforçando a eficiência da gestão pública e o engajamento da comunidade escolar.
Engajamento da comunidade e diálogo
A iniciativa foi conduzida por um grupo específico no município, o Grupo Intersetorial de Educação Ambiental (GIEA) e a participação da comunidade escolar foi fundamental para o sucesso do projeto. Até o momento, os resultados alcançados não foram amplamente divulgados à população de Pomerode, o que identificamos como uma falha que precisa ser corrigida. Por isso, estamos planejando divulgar esses resultados em breve e até mesmo oferecer no próximo Junho Verde oficinas abertas ao público para mostrar como a compostagem pode ser aliada na gestão dos resíduos orgânicos.
Medição, registro e avaliação
Os resultados da iniciativa foram medidos por meio de visitas técnicas bimestrais às unidades escolares, nas quais se observou o andamento dos processos de compostagem. Durante essas visitas, foram registrados dados como volume de resíduos orgânicos compostados, qualidade do adubo produzido, uso do composto nas hortas e jardins das unidades escolares e nível de engajamento da comunidade escolar. Esses registros permitiram avaliar a efetividade da iniciativa, identificar boas práticas e propor ajustes para aprimorar os resultados.
Desafios de implementação
O principal desafio enfrentado foi a obtenção dos insumos necessários para realizar o processo de compostagem. Além disso, no início da iniciativa, houve dificuldade em engajar os zeladores e auxiliares de serviços gerais, que desempenham papel fundamental no processo. Foi necessário realizar ações de sensibilização e capacitação para garantir o envolvimento ativo desses profissionais e o sucesso da implementação.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa pode ser atribuído ao trabalho em equipe, à persistência dos envolvidos e à convicção de que a compostagem é uma prática essencial para a construção de um futuro mais sustentável. A união entre profissionais da educação e gestores foi fundamental para superar desafios e consolidar a proposta. O engajamento coletivo e a crença no poder transformador da educação ambiental garantiram a efetividade e a continuidade do projeto nas unidades escolares.
Aprendizagem obtida
A principal aprendizagem foi perceber que a compostagem vai além da destinação correta dos resíduos: é ferramenta de transformação social, ambiental e pedagógica. Com formação, acompanhamento técnico e participação coletiva, mostrou-se possível implementar soluções sustentáveis de baixo custo e alto impacto. O projeto evidenciou a importância do envolvimento da comunidade escolar, valorização dos profissionais e estímulo ao protagonismo estudantil e científico.
Legislação envolvida
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei Federal nº 12.305/2010; Política Nacional de Educação Ambiental – Lei Federal nº 9.795/1999; Marco Legal do Saneamento Básico – Lei Federal nº 11.445/2007; Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente nas competências relacionadas à sustentabilidade e cidadania.
Prêmios já recebidos
Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2026
Mais informações
Daiane Luchetta Ronchi
Links e arquivos
- Apresentação do projeto:
- https://drive.google.com/file/d/1y2Ij9lYlOJX7DwF9OmGhEvxFl7dPOjka/view?usp=sharing
- O vídeo acima foi dividido em quatro vídeos menores e também em reels que foram publicados no Instagram “Pomerode Sustentável”. Abaixo disponibilizamos o link com os vídeos e reels:
- https://drive.google.com/drive/folders/1ctaZRPZWB6YHTn9wblHZXLf9oZ2hlcoM?usp=drive_link
- Foi desenvolvido ainda um manual de compostagem:
- https://drive.google.com/file/d/1CatUK1Gm8RkwurNrGYkhiatOslLfCyxs/view?usp=sharing
- Notícia no site da prefeitura de Pomerode sobre a Formação de Zeladores e Professores de Ciências sobre o tema “compostagem” em 2024:
- https://pomerode.atende.net/cidadao/noticia/formacao-com-o-tema-compostagem-e-realizada-em-alusao-ao-junho-verde
- Relatório de Iniciação Científica da EEBM Duque de Caxias:
- https://drive.google.com/file/d/1ou4XCUUYaq5484CUs-Ipu3MZ3L6zuEeG/view?usp=sharing