Boas Práticas
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Entidade: CEI PEQUENO PRÍNCIPE Município: SAUDADES UF: SC

Descobrindo a África

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 4 ODS 10

Resumo

O projeto surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento das crianças sobre a diversidade cultural africana e suas contribuições para o Brasil, promovendo o respeito, a valorização da identidade e o reconhecimento da riqueza cultural que a África representa. Usando como temas centrais a equidade, multiculturalismo, respeito ás diferenças, identidade, cultura Africana.

Categoria temática

Educação

Públicos priorizados

Professores/trabalhadores da educação Estudantes

Participantes

Coordenador da boa prática
MARINÊS BOTH STÜLP
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria Municipal de Educação, equipe gestora escolar, professores, professor de educação física Eduardo, que realizou voluntariamente uma aula de capoeira enriquecendo as vivências relacionadas á cultura afro-brasileira, estudantes da Escola em Tempo Integral e famílias.
Equipe responsável
MARINÊS BOTH STÜLP
PROFESSORA
CEI Pequeno Príncipe
Jessica Ribeiro Henz
PROFESSORA
CEI Pequeno Príncipe
Erenice Badia
PROFESSORA
CEI Pequeno Príncipe

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A diversidade cultural ainda é pouco explorada no cotidiano escolar, fazendo com que muitas crianças tenham conhecimento limitado sobre a cultura africana e afro-brasileira. Diante disso, surgiu a necessidade de desenvolver um projeto que promovesse a equidade, o multiculturalismo e o respeito às diferenças, valorizando a contribuição africana por meio de vivências artísticas, culturais, musicais, culinárias e corporais.

Estrutura necessária para implementação

A implementação contou com a participação da equipe escolar do ensino integral, professores e colaboradores voluntários. Foram utilizados espaços da escola para oficinas e vivências culturais, além de materiais pedagógicos, culinários e instrumentos musicais, como pandeiro e berimbau. A APAE contribuiu com empréstimo de equipamentos, garantindo melhores condições para a execução das atividades.

Objetivos da boa prática

O projeto contou com a parceria da APAE de Pinhalzinho, que disponibilizou equipamentos para auxiliar nas atividades de musicalidade e dança. Foram adquiridos um pandeiro e um berimbau para as vivências culturais com as crianças. Também houve a participação voluntária do professor Eduardo, proporcionando aulas de capoeira e musicalização. Toda a equipe escolar esteve envolvida, promovendo experiências sobre multiculturalismo, respeito às diferenças e valorização da cultura africana.

Estratégia de implementação

Como escola em tempo integral, percebeu-se a necessidade de desenvolver um projeto que ampliasse o conhecimento das crianças sobre diferentes culturas, especialmente a africana. A implementação ocorreu por meio de vivências lúdicas e culturais, envolvendo literatura, grafismos, culinária, música, dança e capoeira. Utilizou-se o globo terrestre para trabalhar localização e diversidade cultural entre Brasil e África. As atividades promoveram respeito às diferenças, identidade, multiculturalismo.

Atividades implementadas

Foram realizadas atividades de leitura, exibição de vídeos, rodas de conversa e apresentação de imagens sobre a cultura africana, seus costumes e biodiversidade. Também foi utilizado o globo terrestre para localizar a África no mapa-múndi, promovendo reflexões sobre diversidade cultural, pertencimento, respeito às diferenças e ampliação do conhecimento das crianças sobre outras realidades.

Início de execução

07/07/2024

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Os recursos humanos envolvidos foram os professores da escola em tempo integral, equipe escolar e colaboradores voluntários. Os recursos financeiros foram destinados à compra de alimentos para a mesa culinária e instrumentos musicais, como pandeiro e berimbau. Os materiais foram adquiridos com a contribuição mensal das famílias, utilizada para promover atividades diferenciadas e significativas às crianças.

Participação social

O projeto contou com a participação da comunidade escolar, famílias, equipe pedagógica e parceiros voluntários. O professor Eduardo contribuiu com aulas de capoeira e musicalização, ampliando o conhecimento cultural das crianças. A APAE também participou por meio do empréstimo de instrumentos musicais, fortalecendo as vivências culturais e a integração entre escola e comunidade.”

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa destacou-se pela forma criativa e lúdica de trabalhar a cultura africana, envolvendo música, dança, culinária, grafismos e capoeira. O projeto promoveu participação ativa das crianças, famílias e parceiros, tornando a aprendizagem mais significativa, dinâmica e voltada ao respeito às diferenças e ao multiculturalismo.

Número aproximado de pessoas impactadas

impactou aproximadamente 200 pessoas entre 84 crianças, equipe escolar, professores, colaboradores

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou qualitativamente as crianças ao promover vivências significativas relacionadas ao respeito às diferenças, à valorização da diversidade cultural e ao fortalecimento da identidade e da convivência. Por meio das experiências práticas, literárias, musicais, artísticas e culturais, as crianças ampliaram seus conhecimentos sobre a cultura africana, promovendo empatia, curiosidade, cooperação e respeito pelos diferentes modos de vida. O projeto também fortaleceu os vínculos entre escola, famílias e comunidade, proporcionando inclusão, participação coletiva e aprendizagem de forma lúdica e significativa.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

As etapas de implementação do projeto iniciaram com o planejamento pedagógico realizado pela equipe da escola em tempo integral, buscando desenvolver um trabalho significativo sobre multiculturalismo, respeito às diferenças e valorização da cultura africana. Primeiramente, foi realizada a introdução do tema por meio da literatura, com a contação da história “Quanta Áfriaca tem no dia de alguém", autoras são: Ana Paula Brandão e Sônia Rosa, assim despertando a curiosidade e o interesse das crianças sobre o continente africano e suas contribuições culturais. Na sequência, utilizou-se o globo terrestre para apresentar a localização da África e do Brasil, trabalhando noções de distância, espaço geográfico e diversidade cultural. A partir disso, foram desenvolvidas atividades envolvendo grafismos africanos, pinturas, confecção de colares, exploração dos animais da savana, músicas, instrumentos musicais, danças, culinária e vivências de capoeira. Foram apresentadas diversas figuras e imagens relacionadas à cultura africana. A cada aula, novos elementos eram introduzidos, ampliando o conhecimento, a curiosidade e o envolvimento das crianças com o tema trabalhado. Durante a execução do projeto, algumas dificuldades surgiram, especialmente relacionadas à obtenção de instrumentos musicais e alimentos típicos da cultura africana. Essas demandas foram solucionadas por meio da participação da comunidade escolar, contribuição das famílias e apoio de parceiros. A APAE colaborou com o empréstimo de instrumentos musicais, enquanto o professor Eduardo participou voluntariamente com aulas de capoeira, musicalização e apresentação cultural. Além disso, houve a busca por alimentos típicos da cultura africana para a realização da mesa culinária, sendo possível encontrar alguns produtos com apoio do Empório Naturais, de Sobradinho. Dessa forma, o projeto conseguiu proporcionar experiências concretas e enriquecedoras às crianças, promovendo aprendizado, respeito à diversidade e valorização cultural.

Resultados principais

1 - Ampliação do conhecimento das crianças sobre a cultura africana e afro-brasileira. 2 - Desenvolvimento do respeito às diferenças, à diversidade cultural e ao multiculturalismo. 3 - Participação ativa e envolvimento das crianças nas atividades culturais, artísticas e culinárias. 4 - Fortalecimento da integração entre escola, famílias e comunidade por meio das parcerias e vivências realizadas. 5 - Promoção de aprendizagens significativas por meio da música, dança, literatura, culinária e capoeira.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. Desde o início do projeto, as famílias foram informadas sobre as atividades e acompanharam o desenvolvimento das crianças por meio de fotos, vídeos e mensagens enviadas pelo WhatsApp, possibilitando acompanhar diariamente as vivências em sala de aula. O diálogo também ocorreu através dos retornos positivos das famílias, que elogiaram o trabalho desenvolvido. As crianças participaram com entusiasmo de atividades como culinária, preparo da canjica, musicalização, capoeira, confecção de máscaras e instrumentos, colar africano, pintura, fortalecendo o respeito às diferenças, à diversidade cultural e às origens africanas presentes no cotidiano.

Medição, registro e avaliação

Os resultados da iniciativa foram medidos e avaliados de forma contínua, por meio da observação diária da participação, interação, interesse e desenvolvimento das crianças durante as atividades propostas. O acompanhamento ocorreu através de registros fotográficos, vídeos, anotações pedagógicas e avaliações realizadas no caderno de planejamento. Também foram considerados os retornos das famílias, que acompanharam o projeto por meio de fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp, demonstrando reconhecimento e valorização das aprendizagens desenvolvidas. O entusiasmo das crianças nas vivências culturais, culinárias, musicais e artísticas evidenciou o impacto positivo do projeto no fortalecimento do respeito às diferenças, da diversidade cultural e do multiculturalismo.

Desafios de implementação

Os principais desafios enfrentados para a implementação da iniciativa estiveram relacionados à busca por materiais, instrumentos musicais e alimentos que representassem de forma autêntica a cultura africana e afro-brasileira. Também houve o desafio de planejar atividades significativas, lúdicas e acessíveis às diferentes faixas etárias, despertando o interesse e a participação ativa das crianças. Outro ponto importante foi a organização das vivências culturais dentro da rotina escolar, exigindo dedicação, pesquisa e envolvimento constante da equipe pedagógica. As dificuldades foram superadas por meio do trabalho coletivo, da contribuição das famílias, da parceria com a APAE no empréstimo de instrumentos e da participação voluntária do professor Eduardo, que colaborou com aulas de capoeira e musicalização. Essas parcerias fortaleceram o projeto e tornaram possível proporcionar experiências enriquecedoras, criativas e transformadoras às crianças.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa pode ser atribuído ao envolvimento coletivo da equipe de professores, que se dedicou ao planejamento e desenvolvimento de atividades significativas, criativas e acolhedoras. O comprometimento da equipe, aliado à participação das famílias, parceiros e crianças, possibilitou vivências enriquecedoras sobre multiculturalismo, respeito às diferenças e valorização da cultura africana, tornando a aprendizagem mais concreta, participativa e significativa.

Aprendizagem obtida

O projeto proporcionou aprendizagens pedagógicas, culturais e sociais, fortalecendo práticas voltadas ao respeito às diferenças, à equidade e ao multiculturalismo. As vivências significativas ampliaram o interesse e a participação das crianças, evidenciando a importância da aprendizagem por meio da experiência. A iniciativa também revelou o comprometimento e a dedicação da equipe docente, que investiu tempo, pesquisa e planejamento além do horário escolar para garantir atividades enriquecedoras

Legislação envolvida

O projeto fundamenta-se na Base Nacional Comum Curricular, contemplando as competências Repertório Cultural, Autoconhecimento e Autocuidado, Empatia e Cooperação, com destaque para a habilidade (EI03EO06): “Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida”. Apoia-se também no Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 15 e 17) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (arts. 3º e 29).

Prêmios já recebidos

Em 2024, as professoras responsáveis pelos projetos foram reconhecidas pelas práticas desenvolvidas na Educação Infantil, recebendo um troféu pelo projeto “Áudio do Amor” e um certificado pelo projeto “Pedacinhos de Nós”, destacando o compromisso com o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento das crianças.

Mais informações

Professoras que desenvolveram o projeto e secretaria da educação do município

Links e arquivos