Na pele que habito, a força da África ecoa em cada identidade
Resumo
Categoria temática
Vídeo de apresentação
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- ANGÉLICA CRISTINA MEYER AVILA
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO/SAUDADES/SC
- Equipe responsável
-
ANGÉLICA CRISTINA MEYER AVILAPROFESSORA DE EDUCAÇÃO INFANTILCEI PEQUENO PRÍNCIPECRISTIANA FRITZENPROFESSORA DE EDUCAÇÃO INFANTILCEI PEQUENO PRÍNCIPEJESSICA RIBEIRO HENZPROFESSORA DE EDUCAÇÃO INFANTILCEI PEQUENO PRÍNCIPEDIRLEI SCHUSTER SULZBACHPROFESSORA DE EDUCAÇÃO INFANTILCEI PEQUENO PRÍNCIPEDAIANE FELIPETOPROFESSORA DE MÚSICA/ARTES VISUAISCEI PEQUENO PRÍNCIPESILVANE DE ALMEIDAAGENTE EDUCATIVACEI PEQUENO PRÍNCIPEALESSANDRA GRIEBLERAGENTE EDUCATIVACEI PEQUENO PRÍNCIPEIRENE WESTENHOFENAGENTE EDUCATIVACEI PEQUENO PRÍNCIPE
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A prática surgiu da necessidade de promover, desde a educação infantil, o reconhecimento e a valorização da cultura africana como parte essencial da identidade brasileira. Observou-se a pouca abordagem do tema no cotidiano escolar e a presença de estereótipos e preconceitos. Assim, identificou-se a oportunidade de trabalhar a diversidade cultural, fortalecendo o respeito às diferenças e o sentimento de pertencimento nas crianças e famílias.
Estrutura necessária para implementação
Para a implementação, foram necessários espaços escolares organizados (salas e pátio), equipe pedagógica e agentes educativas, além do envolvimento das famílias. Utilizaram-se materiais como livros infantis, tintas, lápis, canetinhas em tons de pele, papéis diversos, sucatas para confecção de brinquedos, alimentos para degustação e instrumentos musicais, contando também com apoio das aulas de música para atividades rítmicas e culturais.
Objetivos da boa prática
Promover o reconhecimento e a valorização da cultura africana na formação da identidade das crianças, estimulando o respeito à diversidade e o sentimento de pertencimento. Buscou-se ampliar conhecimentos culturais por meio de experiências lúdicas, fortalecer atitudes de respeito às diferenças, combater preconceitos desde a infância e envolver as famílias no processo educativo, tornando a aprendizagem mais significativa.
Estratégia de implementação
A prática foi planejada de forma interdisciplinar, com base nos cinco Campos de Experiência da BNCC: O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. As atividades incluíram rodas de conversa, histórias, músicas, autorretratos, culinária, danças e construção de brinquedos, com participação ativa das crianças e envolvimento das famílias.
Atividades implementadas
Rodas de conversa e contação de histórias; elaboração de autorretratos com exploração de diferentes tonalidades de pele; produções artísticas envolvendo desenho, pintura e música; vivências de dança e ritmo com o samba; degustação de alimentos diversificados à base de banana e feijoada; atividades de desenho de observação; construção de brinquedos em parceria com as famílias; jogos de quantificação a partir da história trabalhada; socialização e exposição das produções no ambiente escolar.
Início de execução
21/10/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A prática contou com a participação das professoras titulares, agentes educativas e apoio das aulas de música, além do envolvimento das famílias. Os recursos financeiros foram, em sua maioria, provenientes da Secretaria Municipal de Educação, com complementação da APP da escola. Os gastos foram mínimos, utilizando materiais pedagógicos, alimentos para degustação e materiais recicláveis, priorizando o aproveitamento de recursos já disponíveis e ações de baixo custo, com incentivo à reciclagem.
Participação social
A iniciativa contou com a participação ativa das famílias das crianças, especialmente na construção de brinquedos de origem africana com materiais disponíveis em casa, fortalecendo o vínculo entre escola e comunidade. Houve também envolvimento da APP da escola no apoio complementar ao projeto. As famílias participaram ainda de momentos de socialização e exposição das produções, contribuindo para o enriquecimento das vivências culturais propostas.
Resultados
Inovação da prática
A prática se destaca pela abordagem integrada da cultura africana na Educação Infantil. As famílias foram envolvidas, dialogando e buscando conhecimentos sobre a história africana, ampliando a aprendizagem. A banana foi explorada de forma inédita na escola, com diferentes preparações e degustações. O momento do lanche coletivo com feijoada em sala foi marcante, tornando a experiência mais significativa, afetiva e enriquecedora para as crianças.
Número aproximado de pessoas impactadas
Aproximadamente 370 pessoas.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa beneficiou qualitativamente as crianças da Educação Infantil ao promover o reconhecimento da cultura africana como parte essencial da identidade brasileira, fortalecendo o respeito à diversidade desde a primeira infância. As experiências lúdicas e sensoriais ampliaram o repertório cultural, a oralidade, a criatividade e o sentimento de pertencimento. O envolvimento das famílias reforçou os vínculos entre escola e comunidade, incentivando o diálogo e a valorização das diferentes origens. Além disso, contribuiu para a construção de atitudes mais respeitosas e para o combate ao preconceito, de forma significativa e contextualizada no cotidiano das crianças.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
O projeto foi implementado em etapas articuladas, de forma gradual, lúdica e interdisciplinar, envolvendo todas as turmas do PRÉ I, com base nos Campos de Experiência da Educação Infantil previstos na BNCC, especialmente “O eu, o outro e o nós”, “Escuta, fala, pensamento e imaginação” e “Traços, sons, cores e formas”. Na primeira etapa, realizou-se a sensibilização e problematização do tema, a partir de rodas de conversa e da história “A pele que eu tenho”, de Bell Hooks. Nesse momento, as crianças foram incentivadas a refletir sobre identidade, pertencimento e diversidade, reconhecendo que todas as pessoas possuem histórias, origens e características diferentes, mas igualmente importantes. As mediações pedagógicas buscaram valorizar a escuta, a expressão oral e o respeito às vivências individuais. Essa etapa permitiu identificar a situação problema inicial: a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura africana e fortalecer atitudes de respeito às diferenças desde a infância, ainda marcadas por estereótipos e percepções reduzidas sobre a diversidade. Na segunda etapa, foram desenvolvidas atividades de reconhecimento da identidade, como o autorretrato com diferentes tons de pele, possibilitando que as crianças observassem, comparassem e valorizassem a diversidade presente no grupo. Também foram utilizadas imagens de diferentes pessoas com variados tons de pele expostas no ambiente da sala, favorecendo a construção de uma educação visual inclusiva e representativa. Essa ação contribuiu para desconstruir estereótipos, fortalecer a autoestima e promover o sentimento de pertencimento, permitindo que cada criança se reconhecesse como parte de uma coletividade diversa. Na terceira etapa, ocorreu a vivência cultural com foco em experiências sensoriais e significativas, incluindo a exploração da culinária de origem africana e afro-brasileira, como a banana em diferentes preparações e o momento coletivo da feijoada. Essas atividades ampliaram o repertório cultural, estimularam os sentidos e aproximaram as crianças das contribuições africanas na alimentação do cotidiano. O uso de vídeos educativos e do globo terrestre possibilitou a localização do continente africano, ampliando a compreensão geográfica e cultural, favorecendo a construção de noções de espaço, origem e ancestralidade. Na quarta etapa, foram realizadas atividades de expressão corporal e musical, com danças e ritmos como o samba, além do uso de instrumentos musicais. Essas vivências possibilitaram o contato com a musicalidade de origem africana de forma prática, coletiva e envolvente, estimulando o corpo, o ritmo, a coordenação motora e a expressão artística. As crianças puderam compreender o samba como patrimônio cultural brasileiro, reconhecendo suas raízes africanas e sua importância histórica e social. Na quinta etapa, houve o envolvimento das famílias na pesquisa e construção de brinquedos de origem africana, utilizando materiais disponíveis em casa. Essa ação fortaleceu o vínculo entre escola e comunidade, ampliou o diálogo sobre a temática e valorizou os saberes familiares. As crianças trouxeram os brinquedos produzidos para a escola, promovendo momentos de socialização, exposição e posteriormente brincadeiras coletivas, o que reforçou a aprendizagem significativa por meio da experiência e da partilha. Também foi realizada a contação da história “O cabelo de Lelê”, que possibilitou reflexões sobre identidade, ancestralidade e valorização da cultura negra. A partir da história, as crianças confeccionaram, com materiais recicláveis, a boneca Lelê, estimulando a coordenação motora fina, a criatividade e a expressão artística, criando sua própria versão da personagem para brincar e levar para casa. Na sexta etapa, foram realizadas atividades de sistematização e socialização, como desenhos de observação, jogos de quantificação (0 a 10) e exposição das produções no ambiente escolar. Essas ações permitiram que as crianças revisitassem suas aprendizagens, organizassem ideias e expressassem o que vivenciaram por diferentes linguagens, consolidando conhecimentos de forma lúdica e significativa. Ao longo de todo o processo, a situação problema foi sendo ressignificada e progressivamente superada, à medida que as crianças passaram a reconhecer, valorizar e respeitar a cultura africana como parte fundamental da identidade brasileira. Observou-se o fortalecimento de atitudes mais conscientes em relação à diversidade, o aumento do interesse pelas diferentes culturas e a redução de falas ou atitudes preconceituosas, substituídas por posturas de curiosidade, respeito e acolhimento. O projeto também contribuiu para a ampliação do repertório cultural das famílias e para o fortalecimento da parceria escola/comunidade, consolidando práticas pedagógicas mais inclusivas, sensíveis e comprometidas com uma educação antirracista desde a primeira infância.
Resultados principais
Aprendizagem vivencial e significativa por meio de experiências lúdicas como histórias, culinária, dança, músicas e brincadeiras, tornando o conhecimento mais concreto e envolvente. Mudança positiva de atitudes, com maior respeito à diversidade, valorização das diferenças e redução de falas e comportamentos preconceituosos no cotidiano escolar. Participação ativa das famílias, com envolvimento em pesquisas, construção de brinquedos e diálogo sobre a cultura africana, fortalecendo a parceria escola–família. Desenvolvimento integral das crianças, contemplando aspectos cognitivos, motores, sociais e emocionais, com estímulo à criatividade, oralidade e coordenação motora. Valorização da identidade e da cultura africana como parte essencial da formação brasileira, fortalecendo autoestima, pertencimento e consciência cultural.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, houve engajamento da comunidade, especialmente das famílias, que participaram ativamente da construção de brinquedos de origem africana e do diálogo sobre a temática em ambiente familiar, fortalecendo a parceria escola–família. Os resultados foram comunicados e socializados com a comunidade escolar por meio da exposição das produções das crianças, apresentações das atividades desenvolvidas e registros compartilhados nos grupos de WhatsApp das turmas e nas redes sociais da escola. O diálogo ocorreu de forma contínua, permitindo a troca de experiências, o acompanhamento das vivências e a valorização das aprendizagens construídas ao longo do projeto.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram avaliados de forma contínua e qualitativa, por meio da observação diária das crianças durante as atividades, registrando-se suas interações, falas, atitudes e avanços no reconhecimento da diversidade. Foram utilizados registros fotográficos, produções artísticas, desenhos, atividades individuais e coletivas, além de relatórios pedagógicos das professoras. Também foram considerados os retornos das famílias e o envolvimento nas propostas, permitindo analisar o desenvolvimento das crianças em relação ao respeito, à identidade, à participação e à ampliação do repertório cultural ao longo do projeto.
Desafios de implementação
Um dos principais desafios foi a necessidade de ampliar o repertório prévio das crianças e de algumas famílias sobre a cultura africana, muitas vezes ainda limitada a estereótipos. Também se destacou o desafio de trabalhar o tema de forma adequada à faixa etária, tornando conceitos complexos em experiências lúdicas e significativas. Outro ponto foi o planejamento de atividades que envolvessem diferentes áreas do conhecimento de maneira integrada, garantindo a participação ativa de todas as crianças e o engajamento das famílias ao longo de todo o projeto.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa é atribuído ao planejamento pedagógico intencional e interdisciplinar, alinhado aos Campos de Experiência da BNCC, que garantiu vivências significativas e lúdicas. Destaca-se também o envolvimento das crianças de forma ativa, a participação das famílias no processo educativo e o trabalho colaborativo da equipe escolar. Outro fator essencial foi a abordagem sensível e contextualizada da cultura africana, promovendo experiências concretas que favoreceram o respeito à diversidade, o fortalecimento da identidade e a aprendizagem significativa ao longo de todo o projeto.
Aprendizagem obtida
Foi possível compreender que a aprendizagem na Educação Infantil se fortalece quando vivenciada de forma lúdica, sensorial e significativa. Destacou-se a importância do envolvimento das famílias e da valorização da cultura africana de maneira concreta no cotidiano escolar. Ao longo do processo, foram realizados ajustes no planejamento para ampliar a participação das crianças e adequar as propostas à faixa etária. O projeto gerou aprendizagens sobre identidade, diversidade, respeito às diferenç
Legislação envolvida
A iniciativa fundamenta-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/96), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e nas Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Também se alinha às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, promovendo o respeito à diversidade, à igualdade racial e à formação cidadã desde a primeira infância.
Prêmios já recebidos
Nenhum
Mais informações
A Secretaria de Educação ou a Direção Escolar
Links e arquivos
- https://drive.google.com/file/d/1KEb2Er_nJf-VpInuOclhRX8N_Xmzl6Ib/view?usp=sharing
- https://docs.google.com/document/d/15RPcQIaQvMjOiG_4U4hQ14ku6vM80T7I/edit?usp=sharing&ouid=112236483060433277935&rtpof=true&sd=true
- https://drive.google.com/file/d/1JrXo6KfZdLIYnCgAepYyuQtHrmcB3d2H/view?usp=drive_link
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- https://drive.google.com/file/d/1DeDm3v_b3y8vAQFl-a4Wb0cL214DKubE/view?usp=sharing