Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE PONTE SERRADA Município: PONTE SERRADA UF: SC

PROJETO FREQUENCIA LEGAL no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - (SCFV) (Núcleos Conviver e Reviver).

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 1 ODS 2

Resumo

O Projeto “Frequência Legal” visa fortalecer vínculos familiares e comunitários por meio do incentivo à frequência de crianças, adolescentes e no SCFV Conviver e Reviver, em Ponte Serrada. A iniciativa promove cidadania, sustentabilidade e autonomia, com atividades educativas, cultivo e preparo de alimentos, além da entrega de sacolas ecológicas às famílias, estimulando participação, convivência, responsabilidade social e consciência ambiental.

Categoria temática

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Trabalhadores informais Estudantes Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral Outro: Família em geral, crianças e adolescentes.

Participantes

Coordenador da boa prática
IASMINI ROSA
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
• Administração Municipal • Secretaria Municipal de Assistência Social • CRAS – Centro de Referência de Assistência Social • SCFV – Conviver e Reviver • EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), que pode auxiliar na capacitação dos participantes sobre cultivo de alimentos sustentáveis. • Secretaria Municipal da Agricultura
Equipe responsável
FATIMA HABCH GREGORIO
COORDENADORA
SCFV CONVIVER
MILENA AP. DA SILVA
SECRETÁRIA
ASSISTENCIA SOCIAL
SUELLEN DA SILVA
AUX ADM
GESTÃO

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

O Projeto “Frequência Legal” surgiu diante da necessidade de ampliar a adesão e permanência de crianças, adolescentes nas atividades do SCFV Conviver e Reviver. Observou-se baixa participação contínua de parte dos usuários, fragilidade nos vínculos familiares e necessidade de promover ações de cidadania, sustentabilidade, convivência comunitária e fortalecimento da autonomia das famílias em situação de vulnerabilidade social.

Estrutura necessária para implementação

A prática necessita da estrutura física dos SCFV Conviver e Reviver, equipe técnica e coordenação das unidades, monitores e facilitadores das oficinas. Também requer materiais pedagógicos, alimentos, produtos, sacolas ecológicas, espaços para oficinas e cultivo sustentável, além do apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, CRAS, Administração Municipal, Secretaria da Agricultura e EPAGRI para suporte técnico e educativo.

Objetivos da boa prática

A iniciativa buscou aumentar a frequência e participação dos usuários no SCFV, fortalecer vínculos familiares e comunitários, promover hábitos alimentares saudáveis, incentivar práticas sustentáveis e ampliar o protagonismo, autonomia e responsabilidade social dos participantes. Também visa estimular a convivência intergeracional e despertar perspectivas de geração de renda e empoderamento social. Ainda, valorizar o estar em família, deixando de lado o celular e a TV no ato da refeição na mesa.

Estratégia de implementação

A implementação foi organizada pelas coordenações do SCFV Conviver e Reviver, com acompanhamento semanal da frequência dos participantes. Conforme a frequência e participação das crianças e adolescentes nas oficinas e atividades do programa, estes levam para casa, ao final da semana, alimentos, produtos e itens produzidos ou confeccionados durante as atividades. O projeto associou a permanência no serviço ao incentivo positivo, fortalecendo o sentimento de pertencimento, responsabilidade e valor

Atividades implementadas

Foram realizadas oficinas socioeducativas, atividades lúdicas e educativas sobre sustentabilidade e alimentação saudável, produção e preparo de alimentos, incentivo ao uso de sacolas ecológicas, cultivo de hortas e práticas ambientais. Também ocorreram ações de convivência comunitária, acompanhamento da frequência e comportamento dos usuários e entrega semanal de alimentos e produtos confeccionados pelos participantes às suas famílias.

Início de execução

17/03/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Participaram da execução coordenadoras, equipe técnica do SCFV, monitores, facilitadores e parceiros institucionais da Assistência Social, Agricultura e EPAGRI. Os recursos financeiros envolvem aquisição de alimentos, materiais para oficinas, sacolas ecológicas e insumos para atividades sustentáveis. O financiamento ocorre por meio de recursos municipais e apoio das secretarias e parceiros envolvidos.

Participação social

A participação social ocorre de forma ativa por meio do envolvimento das crianças, adolescentes e suas famílias, sendo a maior parte usuários em situação de vulnerabilidade social e baixa renda. O projeto recebe diversos feedbacks positivos das famílias, especialmente pelos momentos de convivência à mesa, onde compartilham juntos os alimentos levados para casa. Muitas crianças relatam e demonstram às famílias como produziram ou confeccionaram os itens nas oficinas, fortalecendo vínculos.

Resultados

Inovação da prática

O diferencial do Projeto “Frequência Legal” está em unir incentivo à frequência no Serviço e socioassistencial com fortalecimento familiar, sustentabilidade e protagonismo social. A prática transforma oficinas do SCFV em experiências concretas, onde crianças e adolescentes produzem alimentos e itens que levam para casa, fortalecendo vínculos afetivos. A iniciativa também valoriza o pertencimento, a autonomia e a convivência familiar, especialmente entre famílias de baixa renda.

Número aproximado de pessoas impactadas

Aproximadamente 180 usuários diretos e mais de 1000 pessoas impactadas indiretamente.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa fortaleceu a participação contínua dos usuários no SCFV, ampliando vínculos familiares, autoestima, convivência comunitária e protagonismo social. Crianças, adolescentes passaram a se sentir valorizados ao compartilhar com suas famílias os alimentos e produtos confeccionados nas oficinas. Muitas famílias relataram momentos de convivência à mesa, diálogo e integração familiar, especialmente em contextos de vulnerabilidade e baixa renda. O projeto também estimulou hábitos saudáveis, responsabilidade ambiental, pois cultivam a horta, senso de pertencimento e participação social.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

Inicialmente, foi realizada a identificação da baixa adesão e participação contínua de parte dos usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, principalmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e baixa renda. A equipe técnica do SCFV avaliou a necessidade de criar estratégias atrativas e afetivas para fortalecer a permanência dos participantes nas atividades. Após diagnóstico da demanda, foram realizadas reuniões entre coordenações, equipe técnica e parceiros da rede socioassistencial para planejamento da iniciativa. Definiu-se que a prática deveria unir incentivo positivo, fortalecimento de vínculos familiares, sustentabilidade e participação comunitária. Na sequência, organizou-se a metodologia de acompanhamento da frequência semanal dos usuários, envolvendo coordenadores, monitores e facilitadores. A partir disso, foi implantado o sistema de incentivo, onde os participantes que mantivessem frequência regular poderiam levar para casa alimentos, produtos e itens produzidos ou confeccionados durante as oficinas do SCFV. Paralelamente, foram desenvolvidas oficinas educativas, atividades lúdicas, ações de cultivo sustentável, preparo de alimentos, conscientização ambiental e fortalecimento da convivência intergeracional. O projeto passou a integrar temas como alimentação saudável, sustentabilidade, responsabilidade social e fortalecimento familiar. Ao final de cada semana, os participantes compartilhavam com suas famílias os alimentos e produtos confeccionados e cultivados nas oficinas. Esse momento tornou-se uma importante ferramenta de fortalecimento dos vínculos familiares, pois muitas crianças relatavam aos pais e responsáveis como haviam produzido os alimentos, gerando diálogo, valorização pessoal e aproximação familiar. A situação-problema foi enfrentada por meio do aumento do interesse e pertencimento dos usuários ao serviço, melhoria da frequência nas atividades, fortalecimento das relações familiares e ampliação do engajamento comunitário nas ações socioassistenciais.

Resultados principais

-Aumento significativo da frequência e participação dos usuários no SCFV Conviver e Reviver. -Fortalecimento dos vínculos familiares por meio do compartilhamento dos alimentos e produtos confeccionados nas oficinas. -Ampliação do protagonismo, autoestima e sentimento de pertencimento das crianças, adolescentes participantes, melhorando o comportamento, disciplina. -Promoção de hábitos saudáveis, consciência ambiental e incentivo à sustentabilidade. - Maior aproximação entre famílias, comunidade e serviços socioassistenciais do município, priorizando o sentar juntos, dialogar, compartilhar momentos, construindo memórias. Muitas vezes os pais e ou avós mandam receitas para o projeto para repassar de geração para geração aquele gostinho do alimento da mãe e avô.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A iniciativa contou com participação ativa das famílias, usuários, equipe técnica e parceiros da rede socioassistencial. As famílias contribuíram por meio do incentivo à participação das crianças e adolescentes, além de compartilharem feedbacks positivos sobre os resultados vivenciados no ambiente familiar. O diálogo ocorreu diariamente durante atendimentos, oficinas, reuniões e momentos de entrega dos alimentos e produtos confeccionados. Os resultados também foram compartilhados junto à comunidade e rede municipal por meio das atividades do SCFV, ações comunitárias e articulação entre CRAS, Secretaria de Assistência Social e parceiros institucionais. Sendo que a comunidade as vezes pede para doar alimentos ou mudas de saladas.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram acompanhados por meio dos registros (fotos, vídeos) de frequência dos participantes, observação técnica das equipes, participação nas oficinas e relatos das famílias atendidas. Também foram considerados indicadores qualitativos, como aumento do vínculo dos usuários com o serviço, melhoria da convivência familiar, maior participação nas atividades coletivas e relatos positivos das famílias sobre os momentos de compartilhamento em casa. As coordenações do SCFV realizaram acompanhamento contínuo das ações e avaliação periódica dos impactos sociais alcançados.

Desafios de implementação

Os principais desafios envolveram estimular a participação contínua dos usuários, especialmente de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, além da necessidade de manter o engajamento familiar nas atividades propostas. Também houve desafios relacionados à organização logística, aquisição de materiais e alimentos, acompanhamento da frequência e fortalecimento da compreensão sobre sustentabilidade e participação coletiva. Outro desafio importante foi construir uma prática que fosse simples, acessível e ao mesmo tempo significativa para as famílias de baixa renda atendidas.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está relacionado à construção de uma prática humanizada, afetiva e próxima da realidade das famílias atendidas. O projeto conseguiu unir incentivo, convivência familiar, participação social e sustentabilidade em ações simples, porém significativas. O envolvimento da equipe técnica, o compromisso das coordenações, a participação ativa das famílias e o sentimento de pertencimento desenvolvido pelos usuários foram fundamentais para os resultados alcançados. A valorização do que os participantes produzem e compartilham também fortaleceu a autoestima e o vínculo com o serviço.

Aprendizagem obtida

A prática demonstrou que ações simples e afetivas podem gerar impactos significativos na participação social e no fortalecimento familiar. O projeto evidenciou a importância do pertencimento, do reconhecimento das potencialidades dos usuários e da valorização das vivências comunitárias. Também fortaleceu o aprendizado sobre sustentabilidade, convivência intergeracional e construção coletiva dentro da política de assistência social.

Legislação envolvida

Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei nº 8.742/1993); Política Nacional de Assistência Social – PNAS; Sistema Único de Assistência Social – SUAS; Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais; Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV; Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei nº 8.069/1990); Resolução do CMDCA de Ponte Serrada SC.

Prêmios já recebidos

Certificado de Reconhecimento do Conselho Municipal das Crianças e Adolescentes

Mais informações

as próprias famílias, e as demais entidades que fazem parte do Projeto, Epagri e Secretaria de Agricultura.

Links e arquivos

  • instagran da prefeitura_ponteserrada
  • instagran crasponte
  • instagran reviverservicodeconvivencia
  • instagran scfvconviver
  • temos muitos videos e fotos em nossos arquivos e no grupo de Whats com as famílias.