PROTAGONISMO JUVENIL: A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE INDAIAL - SC
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Alexandre Takio Kitagawa
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Educação de Indaial e escolas participantes (Escola Básica Professora Úrsula Kroeger; Escola Municipal Professor Mario Bonessi; Escola Básica Municipal Anna Alves Dias e da Escola Básica Mulde Baixa).
- Equipe responsável
-
Alexandre Takio KitagawaProfessor de CiênciasSecretaria de Educação de IndaialMonalisa Ribeiro CamargoProfessor de CiênciasSecretaria de Educação de Indaial
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A prática surgiu da necessidade de tornar o ensino mais investigativo, participativo e conectado à realidade dos estudantes, superando metodologias tradicionais. Observou-se a falta de oportunidades para pesquisa científica no ensino fundamental e a necessidade de incentivar autonomia, pensamento crítico e protagonismo estudantil. Em Indaial, professores implantaram a iniciação científica para aproximar escola, ciência e comunidade.
Estrutura necessária para implementação
Busca-se desenvolver projetos de baixo custo para o ambiente escolar, dispensando laboratórios ou oficinas maker. A proposta prioriza o uso de materiais acessíveis e reutilizáveis em futuras atividades, garantindo sustentabilidade e viabilidade prática.
Objetivos da boa prática
Busca-se desenvolver projetos de baixo custo para o ambiente escolar, dispensando laboratórios ou oficinas maker. A proposta prioriza o uso de materiais acessíveis e reutilizáveis em futuras atividades, garantindo sustentabilidade e viabilidade prática.
Estratégia de implementação
Os objetivos da boa prática foram implantar e incentivar a iniciação científica nas escolas municipais de Indaial, promovendo o protagonismo estudantil, a autonomia intelectual e o pensamento crítico. Além disso, buscou-se aproximar os estudantes da produção científica, desenvolver habilidades de pesquisa, oralidade e escrita, estimular a participação em eventos acadêmicos e integrar a escola ao meio científico e à comunidade.
Atividades implementadas
As atividades implementadas incluíram desenvolvimento de projetos de pesquisa na disciplina de Ciências da Natureza, formação de grupos de investigação, realização de experimentos, produção de relatórios e apresentações científicas. Também ocorreram pesquisas de campo, construção de protótipos e equipamentos pedagógicos, participação em feiras, congressos, olimpíadas e seminários científicos, além de estudos voltados à saúde, sustentabilidade e redução de riscos e desastres.
Início de execução
01/03/2019
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A mobilização de recursos humanos envolveu professores orientadores, estudantes do ensino fundamental e equipes pedagógicas. No aspecto financeiro, o projeto foi de baixo custo, priorizando materiais recicláveis. Para viabilizar a ida a eventos científicos, os docentes buscaram isenções e custearam despesas imediatas, enquanto a escola e a Secretaria de Educação arcaram com as taxas de inscrição obrigatórias, garantindo a participação de todos.
Participação social
A participação social ocorreu por meio do envolvimento direto dos estudantes, professores, equipes pedagógicas e comunidade escolar no desenvolvimento das pesquisas e apresentações científicas. Os trabalhos também promoveram integração com universidades, eventos acadêmicos e instituições ligadas à educação, ciência e defesa civil, ampliando o diálogo entre escola, comunidade e meio científico.
Resultados
Inovação da prática
A prática inovou ao inserir a iniciação científica no ensino fundamental de forma acessível, inclusiva e interdisciplinar, permitindo que os estudantes escolhessem temas ligados à sua realidade e interesses. A proposta aproximou escola e meio acadêmico, incentivando publicações e apresentações científicas desde os anos iniciais. Também se destacou pelo uso de materiais de baixo custo, metodologias ativas e pesquisas voltadas a problemas sociais, ambientais e de desastres.
Número aproximado de pessoas impactadas
Impacto não mensurável, alcançando escolas, comunidade e eventos científicos.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa fortaleceu a autonomia, autoestima, criatividade e interesse científico dos estudantes, incentivando o protagonismo juvenil, o pensamento crítico e a participação em eventos acadêmicos. Para os gestores municipais, promoveu valorização da educação pública, visibilidade institucional e produção de dados e pesquisas que podem subsidiar políticas públicas e ações educacionais. Já para a comunidade, contribuiu para a conscientização sobre temas sociais, ambientais, saúde pública e redução de riscos e desastres, aproximando escola, ciência e sociedade. Além disso, favoreceu a integração entre ensino, pesquisa e realidade local, ampliando o envolvimento da comunidade escolar com problemas e soluções do cotidiano.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação do projeto iniciou em 2019, por iniciativa de professores da rede municipal de Indaial, visando tornar o ensino mais investigativo e aproximar os estudantes da pesquisa científica. Inicialmente, foram organizados grupos de pesquisa nas aulas de Ciências da Natureza, com temas alinhados à proposta curricular, mas definidos conforme os interesses dos alunos. Na sequência, os estudantes desenvolveram pesquisas, experimentos, coletas de dados, construção de protótipos e apresentações científicas, utilizando materiais de baixo custo e metodologias inclusivas baseadas no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). Os trabalhos foram apresentados em feiras, congressos e seminários científicos. A situação-problema foi enfrentada ao proporcionar oportunidades de pesquisa na educação básica, aumentando o interesse pelos estudos, o protagonismo estudantil, a autonomia intelectual e a integração entre escola, ciência e comunidade.
Resultados principais
Ampliação do interesse dos estudantes pela pesquisa científica e pelos estudos. Participação e apresentação de trabalhos em eventos científicos regionais, nacionais e internacionais. Desenvolvimento da autonomia, oralidade, escrita e pensamento crítico dos estudantes. Aproximação entre escola, comunidade e meio acadêmico. Produção de pesquisas sobre temas sociais, ambientais, tecnológicos e de redução de riscos e desastres.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. Houve engajamento da comunidade escolar por meio da participação de estudantes, professores, equipes pedagógicas e familiares nas pesquisas e atividades desenvolvidas. A comunidade também contribuiu respondendo pesquisas de coleta de dados, doando materiais para experimentos e participando das mostras científicas escolares internas. Os resultados foram divulgados em feiras, congressos, seminários, apresentações escolares, publicações em anais científicos e ações educativas. O diálogo ocorreu presencialmente e também por redes sociais, eventos acadêmicos e atividades abertas à comunidade.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram medidos e avaliados por meio da participação dos estudantes nas atividades de pesquisa, apresentações em eventos científicos, publicações em anais, desenvolvimento das habilidades de oralidade, este de forma qualitativa, escrita e pensamento crítico, além do engajamento da comunidade escolar. Os registros ocorreram por meio de relatórios, artigos, certificados, medalhas, troféus, fotografias, apresentações, coletas de dados e registros pedagógicos realizados durante o desenvolvimento das pesquisas.
Desafios de implementação
Os principais desafios envolveram a limitação de recursos logísticos (falta de espaço adequado), financeiros e materiais, a ausência de financiamento específico, a elevada carga de trabalho dos professores, a necessidade de conciliar as pesquisas com o currículo escolar e a dificuldade de participação em eventos científicos devido aos custos extras, como alimentação dos estudantes, banners, etc. Também houve desafios relacionados ao incentivo inicial dos estudantes e à adaptação da pesquisa científica à realidade do ensino fundamental.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa é atribuído ao protagonismo dos estudantes, ao comprometimento dos professores, ao incentivo dos gestores escolares e da Secretaria de Educação, não obstante, ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas à realidade e aos interesses dos alunos. Também contribuíram a utilização de metodologias inclusivas e investigativas, o incentivo à participação em eventos científicos, o apoio da comunidade escolar e a valorização da curiosidade, criatividade e autonomia no processo de aprendizagem.
Aprendizagem obtida
A iniciativa demonstrou que a iniciação científica é viável na educação básica mesmo com poucos recursos. Entre as aprendizagens obtidas destacam-se a importância do protagonismo estudantil, das metodologias inclusivas e da flexibilização das práticas pedagógicas. Foram realizados ajustes conforme a realidade escolar, ampliando estratégias de participação, interdisciplinaridade e uso de materiais de baixo custo, gerando conhecimentos científicos e educacionais relevantes.
Legislação envolvida
Não informado
Prêmios já recebidos
Destaque Mérito Científico; Destaque Políticas Públicas; 2º melhor trabalho na área de Saúde - FEBIC; Destaque Regional - Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente; Prática Inspiradora - Campanha Cemaden Educação.
Mais informações
Gestores das escola envolvidas